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2017: o ano da maturidade de gestão hospitalar

Por Adriele Marchesini

Conceito avança no Brasil, permitindo que mais organizações façam juntas a transformação que nos conduzirá ao futuro da Saúde

por Roberto Gordilho

Tudo começou com um incômodo, criado e alimentado ao longo dos meus muitos anos de atuação no mercado de Saúde. Essa sensação aumentava cada vez que eu observava o funcionamento dos hospitais brasileiros, a maioria com gestão departamental, dividida em feudos, verticalizada e muito mais voltada ao empirismo do que a metodologias, indicadores e números. Foi o que fez nascer em mim a vontade de ajudar gestores a conduzirem as organizações de forma integrada, com o objetivo de alcançar melhores resultados e evoluir a maturidade de gestão hospitalar.

A maturidade de gestão hospitalar que tanto me incomoda

Ao longo de 2017, essa foi minha meta de vida, tanto na GesSaúde, quanto no mestrado – que concluo no próximo ano. Fico feliz de ver como avançamos até agora – e uso a primeira pessoa do plural porque não fiz isso sozinho. Participei de eventos como o  26º Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), em maio, em Atibaia. Também estive no 1º Simpósio de Gestão em Saúde, em agosto, na Paraíba, participei de aulas do curso de Administração Hospitalar da Universidade Metodista de São Paulo e da pós-graduação da Universidade Católica de Salvador. Ainda palestrei por todo o Brasil levando o tema e alertando sobre a importância de aumentar o nível de maturidade de gestão das instituições. Em todas essas oportunidades, troquei e compartilhei conhecimentos com gestores de diversas organizações de Saúde brasileiras.

A formação da primeira turma do Programa de Aceleração da Maturidade de Gestão da Saúde (PROAMA), verdadeira imersão no que há de mais avançado em metodologias de gestão hospitalar, foi também uma das realizações deste ano. São 600 horas de atividades, entre workshops, capacitação e mentoring, ao longo de 12 meses – que serão concluídos em 2018 -, incluindo os cinco pilares fundamentais para se evoluir a maturidade de gestão hospitalar: governança corporativa, estratégia empresarial, tecnologias de gestão, gerenciamento de processos e gestão de pessoas.

Nesse mesmo período,  as conversas sobre  maturidade de gestão hospitalar chegaram ao Youtube com o Canal GesSaúde, o primeiro do Brasil sobre o tema. Lançado em agosto, já atingiu centenas de inscritos e milhares de visualizações, debatendo temas que permitem aos hospitais melhorar seus resultados e ampliar a segurança e qualidade do atendimento ao paciente.

Fui motivado pelo propósito de compartilhar com vocês uma metodologia perfeitamente exequível e, mais que isso, que dá certo. Essa parceria de resultados é a chave para alcançar o futuro. Dividir experiências, conhecer boas práticas e ouvir quem já acertou é o segredo de um gestor maduro, capaz de conduzir a organização ao futuro da Saúde, um futuro de transformação digital e mudanças na entrega dos serviços que levarão a um foco muito mais preventivo e preditivo, e não mais somente ao tratamento de doenças.

Conclui o ano com a criação do Programa de Consultores Associados (PCA), que busca profissionais experientes, motivados e engajados na causa de transformar a Saúde. Com eles, o conceito de maturidade de gestão hospitalar alcançará todo o Brasil, dividindo informações e conhecimentos para que, juntos, possamos mudar o setor.

Se, assim como eu, você também acredita que o modelo atual do setor está em colapso e quer fazer alguma coisa para mudar agora, continue com a gente. O ano de 2018 reserva surpresas para a maturidade de gestão hospitalar, que seguirá avançando no Brasil – tanto on quanto offline. Esse é meu propósito: transformar a Saúde brasileira por meio da gestão. E juntos alcançaremos esse objetivo.  

Roberto Gordilho é fundador da GesSaúde, mestrando em administração, especialista em sistemas de informação, engenharia de software, desenvolvimento web e em finanças, contabilidade e auditoria, possui mais de 30 anos de experiência nas áreas de tecnologia e gestão, sendo 15 na área da Saúde.

Saiba mais:

CEO: verdadeiro líder não delega gestão de pessoas só ao RH

Governança corporativa e transformação digital: aonde vamos?

Gerenciamento de processos em hospitais na era da transformação digital

Foto: Pixabay


14 de dezembro de 2017 | Atualizado dia 14 de dezembro de 2017


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