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Captation reverso, um modelo disruptivo de remuneração na Saúde

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Nova forma de pagamento promove mudança substancial no setor, que deve deixar de tratar doenças e começar a cuidar da saúde dos pacientes

Por editorial GesSaúde

O doutor Marcelo Brito, presidente da Federação Baiana de Saúde (Febase) e vice-presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS) apresentará no I Congresso de Maturidade de Gestão na Saúde, o captation reverso, um novo modelo de remuneração na Saúde. Trata-se de uma forma disruptiva de promover o pagamento dos serviços em Saúde, garantindo assistência de qualidade e distribuição justa dos valores entre hospital e operadoras com redução de custos para os usuários.

O Portal Gessaúde entrevistou Brito, que também é médico e um dos criadores do modelo captation reverso para antecipar um pouco sobre este modelo de remuneração. Brito explicou que o captation reverso foi elaborado pela federação ao longo de quase dois anos de trabalho e negociações. Esse novo modelo surge em um momento importante do setor no País: a necessidade de transformação de um sistema que trata doenças para um sistema que seja, efetivamente, de Saúde. “O modelo praticado atualmente pela maioria das organizações é o fee for service. E isso gera um grande conflito entre operadora, hospital e beneficiário. O usuário paga um valor fixo todos os meses. Porém, a operadora só repassa os valores para o hospital conforme os serviços prestados. Se o paciente não utiliza o hospital, aquele valor fixo fica integralmente com a operadora”, comentou o especialista.

“Nosso novo modelo promove a conciliação dos interesses dos usuários, da operadora e dos prestadores de serviço. Isso acontece da seguinte forma: o usuário irá pagar pelos serviços diretamente aos prestadores. Através de um boleto bancário, o paciente paga o valor que será imediatamente distribuído para toda a cadeia”, explicou o presidente da Febase. Além de garantir o atendimento imediato dos clientes, o captation reverso surge para eliminar os problemas entre operadoras e prestadores de serviço. “Para o cliente, esse modelo traz uma grande vantagem, que é o foco que hospitais e prestadores de serviço terão na saúde preventiva. Além disso, o captation reverso acaba com toda a burocracia que os pacientes encontram atualmente para liberar procedimentos junto às operadoras”, argumentou Brito.

A eficácia do novo modelo amplia a segurança do paciente, que não encontrará complicações para ser atendido e não terá que arcar com taxas crescentes de planos de Saúde. Além disso, o gerenciamento de hospitais e clínicas será voltado para a medicina preventiva que, além de ser financeiramente mais viável, concede ao paciente qualidade de vida por meio da mudança de hábitos. “Outros benefício é a possibilidade de agregar pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que atualmente não possuem acesso à Saúde Suplementar. Além disso, mais um benefício para a população é o fato de não haver os reajustes crescentes aplicados nos planos de Saúde tradicionais”, apontou o médico.

Para a implantação desse novo modelo, Brito explica que a principal barreira será a mudança de cultura da gestão das organizações de Saúde. “O captation reverso é um sistema disruptivo  e, por isso, muitos gestores podem questionar a eficácia ou mesmo ficarem reticentes quanto à aplicação”, pontuou. Porém, o presidente da Febase ressalta que a necessidade de mudança de cultura e hábitos na gestão são fatores que impedem o avanço do setor. “Mas temos que dar o primeiro passo para que o setor mude. Será gradual, porém, são necessárias medidas inovadoras como essa que elaboramos”, disse.

Venha participar do I Congresso Brasileiro de Maturidade de Gestão na Saúde, conhecer mais a fundo o captation reverso, discutir e ajudar a construir o futuro da Saúde no Brasil.

Inscrições: https://congressomatgestao.eventbrite.com.br

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Foto: Freepik


9 de outubro de 2018 | Atualizado dia 16 de outubro de 2018


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