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Como evoluir a maturidade de gestão hospitalar com a transformação digital

Investir em tecnologia não basta: é preciso mudança de processos para evoluir e alcançar resultados

Por editorial GesSaúde

A transformação digital é uma megatendência na qual a digitalização é o agente motivador de uma revolução na forma como os negócios entregam valor aos clientes, com reflexo direto em seu desempenho, posicionamento e alcance. Para os hospitais, trata-se de uma mudança estrutural e de estratégia que dá à tecnologia papel mais ativo no cuidado ao paciente e na gestão de forma mais ampla. Mas, sozinha, a tecnologia não é capaz de levar as organizações a atingirem a maturidade de gestão hospitalar: o fator-chave é uma mudança de cultura.

É necessário, antes de escolher as ferramentas, saber exatamente quais são as necessidades da organização e dos pacientes, e de que forma a tecnologia poderá resolvê-las. Isso leva tempo e consome recursos, mas não são só as grandes organizações que podem implantar programas de transformação digital, até porque isso não se resume a quem tem mais dinheiro.

De acordo com Claudia Raffa, docente e supervisora de estágios do curso de administração do Centro Universitário São Camilo, a transformação digital envolve quatro vertentes: processos (melhoria da eficiência), pessoas (melhoria da experiência do cliente, no caso, o paciente), tecnologia (inovação) e valor (vantagem competitiva). “A transformação digital no hospital não somente automatiza processos, mas os modifica e cria novos modelos de negócio, melhorando a experiência dos pacientes pela exploração intensa da tecnologia, possibilitando novas maneiras de interação entre eles, os funcionários e a organização”, destaca a especialista.

A docente afirma ainda que, para a área da Saúde, a transformação digital auxilia no ganho de eficiência operacional, no sentido de processos e fluxos de trabalho melhor desenhados e transparentes e indicadores mais confiáveis para a tomada de decisão por parte dos gestores – ponto positivo, portanto, para a evolução da maturidade. “Infelizmente, na maioria das organizações hospitalares os processos ainda são frágeis e pouco robustos, destacando-se, nesse aspecto, somente as organizações que possuem certificação de qualidade. A transformação digital é uma oportunidade de evoluir em relação ao uso da tecnologia, considerando-a uma facilitadora dos processos”, avalia.

Além do ganho em eficiência, a transformação digital ainda melhora o relacionamento com o paciente porque permite conhecer suas expectativas e otimizar a comunicação com ele, além de trazer mais segurança e transparência no atendimento.

Cultura digital

Claudia garante que a capacitação dos funcionários é parte fundamental da mudança de cultura que a transformação digital exige. Sem ela, as tecnologias de gestão se tornam subutilizadas dentro do hospital, porque não há entendimento das equipes em relação aos benefícios das ferramentas informatizadas.

Podemos observar que a transformação digital auxilia na maturidade da gestão hospitalar por permitir processos mais claros e robustos, indicadores confiáveis para a tomada de decisão e diminuição da margem de erros de maneira significativa, pois os dados são manuseados por colaboradores específicos, a comunicação melhora, e a busca por resultados organizacionais torna-se mais transparente, bem como o relacionamento com o cliente. Mas, para alcançar todos esses resultados, a equipe precisa estar engajada e entender o papel da tecnologia no dia a dia da organização.”

A capacitação, portanto, não deve ser feita apenas no sentido de ensinar a usar o software. A transformação digital é um conceito complexo, que precisa partir do topo e se espalhar por todas as decisões estratégicas e processos do hospital. É preciso ir além e mostrar ao funcionário o que o preenchimento correto dos dados representa para a execução dos processos. Isso só é possível quando há maturidade de gestão, que torna líderes mais conscientes do funcionamento do todo, capazes de motivar e engajar equipes para alcançar os resultados almejados pela organização.

Saiba mais:

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Tecnologia não basta para atingir a maturidade de gestão hospitalar

Foto: Depositphotos


3 de agosto de 2017 | Atualizado dia 2 de agosto de 2017


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