Voltar

Estratégia empresarial: Remar é peça chave para hospital alcançar metas

Reunião Mensal de Apresentação de Resultados tem como propósitos acompanhar a evolução do planejamento estratégico e resolver  problemas prioritários

por editorial GesSaúde

Transformação digital, movimento de fusões e aquisições, mudanças no modelo de remuneração e de precificação. Com esses e outros fatores externos que afetam o desempenho de organizações de Saúde, a estratégia empresarial é uma metodologia que ajuda a evoluir a maturidade de gestão hospitalar. Uma de suas ferramentas é o planejamento estratégico, que define os indicadores e metas  que vão levar o hospital exatamente aonde ele quer estar no futuro.

Mas, se o planejamento empresarial está amarrado a indicadores de qualidade e rentabilidade, manter a dinâmica dos resultados requer colaboração entre os departamentos. Dessa necessidade nasceu a Reunião Mensal de Acompanhamento de Resultados (Remar).

A Remar vai além de uma simples conferência entre funcionários e direção hospitalar. Trata-se de um encontro mensal de líderes, que reúne gestores  de todas as áreas do hospital para apresentação de indicadores e alinhamento da equipe. Ela tem como propósitos acompanhar a evolução do planejamento estratégico e resolver problemas prioritários, focando sempre na elaboração de medidas corretivas e reavaliação da eficiência operacional.

Para melhor aproveitamento de todo o quadro empresarial, a Remar não pode ser imposta verticalmente, devendo envolver responsáveis dos departamentos. A palavra-chave é granularidade: envolvimento de todas as equipes para dividir as responsabilidades e aumentar a quantidade de informações a serem repassadas para grupo gerencial.

Coleta de informações

Os indicadores discutidos na Remar são previamente definidos no planejamento estratégico. A coleta de informações para apresentação costuma ocorrer em três níveis:

  • Operacional: volume de pacientes atendidos, detectação dos principais procedimentos executados pelo assistencial, tempo entre atendimento e alta do paciente, rotatividade de leitos, etc.
  • Tático: disponibilidade de insumos e equipamentos para atendimento e cuidado de pacientes, agendamento de salas cirúrgicas e de procedimentos ambulatoriais, gestão de recursos humanos, etc.
  • Estratégico: união e engajamento de equipes para contribuição mútua, como financeiro,  contábil e jurídico trocando informações sobre o impacto da judicialização na relação com as principais operadoras de Saúde parceiras e análise de indicadores estratégicos.

Em uma organização com maturidade de gestão hospitalar, cada área/departamento tem seus objetivos e metas estabelecidos no plano estratégico. A junção de todos esses objetivos e metas compõem, portanto, os resultados gerais da instituição O conjunto desses resultados funciona como uma fotografia de acertos e erros, que devem ser compreendidos para que seja possível promover os ajustes necessários, como levantamento de investimentos em insumos, quadro pessoal, etc.

Eficiência

A eficiência da Remar vai depender de quão alinhados e claros estão os objetivo e metas, como são avaliados os problemas percebidos e quais foram as soluções tomadas para solucioná-los e evitar que se repitam.

Durante a reunião, devem ser apresentados e discutidos os indicadores de cada área, como por exemplo:

  • Indicadores em geral, com destaque para a saúde financeira do hospital, medida pelo  Ebitda (do inglês earning before interest, taxes, depreciation and amortization – ou lucros antes de juros, tributos, depreciação e amortização;
  • resultados de cada meta estabelecida;
  • desvios em cada processo e departamento;
  • profissionais que registraram melhores resultados;
  • medidas já colocadas em prática;
  • projetos estratégicos;
  • carências diversas, seguindo dos insumos para o setor assistencial, até o quadro de técnicos, profissionais e colaboradores de forma geral;
  • novas estruturações e mudanças de cenário mercadológico (surgimento de uma epidemia, por exemplo, que pode alterar a demanda pelos serviços).

Gestão do tempo

Para que a Remar seja produtiva, é necessária uma gestão acurada do tempo. Discussões sobre problemas menores e com efeitos localizados, que não afetem o andamento geral da organização ou da área, não devem ser trazidas à tona. Saber avaliar a relevância das situações permite que haja maior tempo para discussões mais abrangentes, como falhas processuais, motivadores de glosas e necessidades de reestruturação da equipe, por exemplo.

É importante que toda a organização esteja alinhada com as metas, com cada nível hierárquico tendo acesso às informações que fazem sentido e contribuem para o seu resultado. Portanto, é papel dos gestores departamentais absorver as mensagens do encontro e transmitir à equipe aquelas que fizerem sentido para o bom andamento de sua área e colaboração com as demais.

Saiba mais:

Hospital: BSC como apoio ao planejamento estratégico

Hospital: passo a passo para elaborar o orçamento empresarial

Estratégia empresarial: o desafio de ir além da mera formalidade

Foto: Freepik


8 de Março de 2018 | Atualizado dia 8 de Março de 2018


ÚLTIMAS POSTAGENS

Gestão de Pessoas

Gestão de pessoas: como engajar profissionais de Saúde para o uso da tecnologia

Papel do líder é fundamental; treinamentos e capacitações antes, durante e depois da implementação são indicados por editorial GesSaúde A…Leia mais.

Estratégia Empresarial

Organizações de Saúde são as mais impactadas por nova lei de proteção de dados

Advogado constitucionalista detalha os cinco principais impactos da legislação para hospitais por editorial GesSaúde Aprovada pelo Senado Federal no dia…Leia mais.

Gestão de Pessoas

Por que fazemos as mesmas coisas sempre e por que não aceitamos as mudanças!

Gestão de Pessoas com maturidade de lideranças pode melhorar o rendimento das equipes em uma organização de Saúde Por Anderson Guimarães…Leia mais.

Cadastre-se para ter acesso a conteúdos exclusivos