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Maturidade de gestão hospitalar: como tornar a administração mais eficiente

Por Camila Neumam

Integrar setores, apostar na informatização e em um plano estratégico são pontos essenciais

 

Por Editorial GesSaúde

 

Em uma definição rápida, maturidade de gestão hospitalar significa ter uma administração focada na visão estratégica e na eficiência, ao mesmo tempo em que oferece um serviço de qualidade, possibilitando à organização atingir suas metas, aumentar a segurança do paciente e os seus resultados.

Esse processo não é simples. Se dá de forma ampla e complexa, a partir da integração total dos setores que envolvem a instituição, na busca pelo controle maior das atividades e gastos, na redução de desperdícios e tendo como premissa que todos os serviços oferecidos são igualmente essenciais.

Como atingir a maturidade de gestão

Instituições nas quais os serviços são bastante setorizados e burocráticos constantemente desperdiçam tempo de atendimento e correm o risco de oferecer um mal atendimento a clientes e fornecedores, seja por longas esperas ou pela falta de comunicação adequada entre setores. Esse problema de gestão afeta a imagem do hospital e geralmente é responsável por acarretar dívidas à organização, devido à falta de otimização de serviços e recursos. Exemplos como esse não são raros, haja vista a reclamação constante de beneficiários do sistema de Saúde, público ou privado do país, e são exemplos clássicos de instituições cuja gestão hospitalar precisa amadurecer.

Instituições hospitalares que apostam em uma gestão estratégica, ou seja, com setores integrados e capacitados e que sabem usar de forma inteligente as soluções tecnológicas nas quais investiram muito dinheiro reduzem esses problemas. Tais organizações sabem que não basta somente investir em soluções informatizadas de gestão para resolver todos os problemas administrativos. Ter uma gestão hospitalar madura é mais do que isso: é ter pessoas qualificadas e capacitadas para utilizar a tecnologia com bons e sólidos processos na execução da estratégia definida, aliado a um sistema de governança capaz de permitir o acompanhamento da organização e das ações planejadas.

Uma boa gestão tem como foco estes quatro elementos: qualidade de atendimento, segurança do paciente, eficiência dos processos e sólidos resultados financeiros.

Para chegar nesse nível, os gestores precisam estar cientes que precisam mudar seus métodos de administração e optar por um conjunto de metodologias que tragam benefícios não só para a instituição, mas também para as pessoas que lá trabalham e convivem, e principalmente para os pacientes.

Benefícios de uma gestão madura

Um bom plano estratégico pode dizer muito sobre o rumo que a instituição está tomando e até qual o limite de seu crescimento. Por consequência, não possuir um pode significar um erro, e dentro de um ambiente complexo como o hospitalar, a definição clara do rumo a tomar é um direcionador claro para orientar as decisões, priorizações e a operação em geral.

O aumento da maturidade de gestão hospitalar gera melhoria na rentabilidade da instituição na medida em que torna processos e protocolos hospitalares mais eficientes. Tais elementos ampliam a competitividade da organização de Saúde.

Ter uma estratégia clara, um bom sistema de governança, bons processos e uma equipe qualificada e capacitada possibilita aproveitar todo o potencial oferecido pela tecnologia entre eles a melhoria do faturamento, redução de desperdícios, e a redução das glosas – diferença entre o custo de um serviço prestado e o valor pago por ele pela operadora -, outro fator que colabora para uma maior lucratividade das instituições.

Todas essas mudanças requerem certo tempo para ajustes, que envolvem treinamentos e a introdução da tecnologia e sistemas, que devem estar associados a um planejamento estratégico e bom processo de governança corporativa.

 


12 de Maio de 2017 | Atualizado dia 12 de Maio de 2017


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