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Modelos de remuneração alternativos geram mais valor para organizações de Saúde

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Especialista vai apresentar novos sistemas de pagamento no I Congresso Brasileiro de Maturidade de Gestão na Saúde

Por Editorial GesSaúde

O fee for service, modelo de remuneração mais praticado no País, é um grande desafio para o desenvolvimento do setor. Em um cenário de incertezas sobre o futuro da Saúde, faz-se necessário discutir a aplicação de novos modelos. Essa abordagem será apresentada pelo consultor de saúde suplementar e autor do livro Saúde é Coisa Séria, Adriano Londres, durante o I Congresso Brasileiro de Maturidade de Gestão na Saúde, que vai acontecer no dia 1º de dezembro, no Hotel Novotel São Paulo Jaraguá Conventions (Rua Martins Fontes, 71, no Centro de São Paulo).

Conforme Londres, os atuais modelos de remuneração devem passar por transformações ou substituições para gerar mais valor para as organizações de Saúde. “Considero que temos algumas questões fundamentais a serem ajustadas e realinhadas de forma a gerar mais valor para as empresas, principais financiadoras do sistema de Saúde. Em primeiro lugar, é fundamental realinhar o modelo assistencial, hoje pautado em doenças, tecnologia e hospitais”, argumentou o especialista. “Nesta mesma linha, faz-se premente a correção do modelo de remuneração, atualmente conflitante entre os elos, pautado por volume e, em alguns casos eticamente condenável. A combinação destas distorções de modelos, alinhado a recente conjuntura econômica, além de expulsar 3 milhões de beneficiários nos últimos poucos anos (não apenas por estas questões, mas também pelas mesmas), resultaram na tempestade perfeita da qual, me parece, começamos a sair”.

Durante o Congresso, Londres irá apresentar duas tendências no modelo de remuneração de médias e grandes empresas, seja na relação com operadoras, seja na forma de se relacionar com consultores técnicos. “Na medida em que, em última análise, quem paga a conta das ineficiências do sistema são as próprias empresas, entende-se que, ao fim e ao cabo, o risco ao longo do tempo já é das empresas e não apenas das intermediárias financeiras (operadoras de planos de Saúde). Portanto, para aqueles que têm uma base suficiente de vidas (acima de 3.000 vidas), é factível repensar a forma de contratação, migrando do pré para o pós-pagamento”, avaliou o consultor.

Impactos

Para os prestadores de serviços médico-hospitalares, Londres avalia que essa alteração dos modelos de remuneração vão causar um enorme impacto que, porém, vai depender muito da gestão assistencial da instituição. “Para aquelas que efetivamente tem uma gestão de corpo clínico efetiva, em que os colaboradores são partícipes e engajados com as estratégias da instituição, há a possibilidade de diferenciação competitiva na medida em que se torna mais factível a construção de propostas de valor que levem em consideração, para as empresas e seus beneficiários questões como satisfação do paciente, indicadores de desfecho e custos. Já para aqueles que baseiam seus resultados econômico-financeiros no desperdício ou uso inadequado de recursos, os impactos serão altos e estes provavelmente não permanecem no jogo. O caminho deve ser de eficiência com melhor desfecho, o foco econômico, por sua vez, deve ser de foco na margem e não no crescimento da receita”, avaliou Londres.

Saiba mais sobre o I Congresso de Maturidade de Gestão na Saúde, os ingressos podem ser adquiridos aqui.

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23 de outubro de 2018 | Atualizado dia 23 de outubro de 2018


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