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O desafio de aliar conhecimentos e competências na gestão de pessoas

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Desafio do hospital é selecionar e reter profissionais de backoffice altamente especializados, além de buscar equipe clínica de excelência

por editorial GesSaúde

Construir o quadro de colaboradores de uma organização de Saúde não é tarefa fácil. De um lado, há uma demanda por profissionais de backoffice altamente especializados; do outro, a busca por equipe clínica de excelência. Cada um, em seu espectro de atuação, deve contribuir para que o objetivo do hospital – o cuidado ao paciente – seja atingido sem intercorrências. É a equipe que faz a diferença para que a organização se mantenha relevante e competitiva no mercado de Saúde.

Seleção de profissionais como ferramenta estratégica para a maturidade de gestão hospitalar

Fica a cargo da gerência de recursos humanos a complexa tarefa de não somente selecionar, como também reter os profissionais que cumpram os requisitos necessários. Essa tarefa é facilitada quando se tem em mente as necessidades específicas de conhecimentos e competências do time do hospital.

Essas duas palavras podem, até mesmo, serem usadas como sinônimos, mas representam coisas diferentes. Conhecimento é tudo aquilo que pode ser apreendido intelectualmente, o que está ligado à profissão e atividade. Competências está ligado a um conjunto de habilidades desenvolvidas pelo sujeito à medida que ele amadurece.

Conhecimentos

Os conhecimentos podem ser caracterizados de três formas:

  • Técnico: trata-se do saber prático, relacionado a como executar a tarefa dentro da área na qual o colaborador será alocado. Por exemplo: o enfermeiro precisa saber como aplicar injeção, trocar sonda, etc; ao passo que a recepcionista deve ser capaz de se comunicar com o paciente de maneira eficiente, em um momento que costuma ser de alta fragilidade;
  • Processo: o colaborador deve ter conhecimento sobre como a atividade que ele executa contribui para o processo como um todo, incluindo as tarefas precedentes e posteriores. Isso permite uma visão global da instituição;
  • Gerencial: como o próprio nome diz, relacionado ao entendimento do gestor sobre as rotinas administrativas, de forma que ele possa conduzir os processos, motivar as equipes e apresentar os resultados.

Competências

Além dos conhecimentos, as competências também são importantes para selecionar o perfil de profissional para cada área do hospital. Elas podem ser medidas por sete tipos:

  • Liderança: é importante que o colaborador conheça e tenha noção de ascendência sobre outros profissionais, estando ele ou não em cargo de gestão.;
  • Espírito de equipe: não existe trabalho individual em uma organização de Saúde, seja dentro da gestão clínica ou empresarial. Cada atividade está atrelada e dependente de outra. Todos, portanto, precisam ter o entendimento que fazem parte de um time, que deve atuar de forma integrada;
  • Foco em resultados: a execução dos processos tem de estar focada na geração de resultados que cada contribuição individual tem para o todo.
  • Resiliência: mesmo que os resultados esperados não sejam atingidos, é necessário que o profissional saiba superar os problemas, sem se abalar, para dar continuidade ao trabalho e à busca pela excelência;
  • Senso de urgência: manter a qualidade do trabalho levando em consideração o tempo de demanda do paciente;
  • Visão sistêmica: é importante que o funcionário compreenda em que parte ele está inserido dentro de todo o sistema que rege a organização de Saúde. Ele deve compreender quais são os processos que são realizados anteriores aos dele e também posteriores.
  • Orientação para custos: os resultados devem ser entregues dentros dos custos condizentes à realidade da organização. O foco nessa característica é oferecer à instituição resultados que maximizem a produção sem, contudo, danificar a estrutura de gastos. Melhor atendimento ao paciente e maior rentabilidade para a organização.

Para que uma instituição de Saúde funcione de forma orgânica, é preciso contar com profissionais competentes e engajados. O gestor deve manter o direcionamento dos processos sempre alinhado com a motivação das equipes e aferindo o perfil de cada colaborador dentro das tarefas.

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Foto: Depositphotos


1 de fevereiro de 2018 | Atualizado dia 16 de outubro de 2018


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