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Operadoras de Saúde: menos beneficiários, mais concentração

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Com apenas 30% da população brasileira com algum tipo de plano de saúde, grandes organizações seguem concentrando o mercado na crise

Por Editorial GesSaúde

Pesquisa elaborada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em 2018 apontou que quase 70% da população brasileira não possui nenhum tipo de plano de saúde, seja individual ou empresarial. A porcentagem é ainda maior entre as populações de classes C, D e E: 77%. Nos últimos 10 anos, conforme informações da ANS (Agência Nacional de Saúde), o número de beneficiários atendidos por operadoras variou entre 41 e 47 milhões, com redução da taxa de crescimento de cobertura registrada entre os anos de 2014 e 2018. Porém, ainda conforme os dados da agência reguladora, a receita das empresas cresceu dos R$ 60 bilhões em 2008 para mais de R$ 145 bilhões em 2018.

Mesmo com a queda de beneficiários pelo sistema privado, as operadoras conseguiram manter as receitas nos patamares atuais. Do outro lado, os hospitais vêm enfrentando grandes dificuldades para manter a operação no azul. Esse é um dos desafios que as organizações de Saúde devem enfrentar ao longo deste ano. Enquanto as operadoras conseguem lucro mesmo em ambiente de crise no mercado e diminuição do número de beneficiários, os hospitais lutam para manter a operação, reduzir glosas e investir em sistemas de controle e gestão de despesas e custos assistenciais.

Grande parte dos planos de saúde estão concentrados no Sul e Sudeste do País. Fonte: ANS

Os planos de Saúde estão concentrados em três grandes players, que detêm a maior fatia orçamentária do setor. Porém, em todo o País existem mais de 1.000 operadoras. Para o mercado, essa concentração estimula o aumento de preços, levando em consideração indicadores de faturamento, market share ou número de clientes das principais operadoras. Aos usuários cabe a dificuldade de ingressar em planos de Saúde com valores muitas vezes inacessíveis. Para o Sistema Único de Saúde (SUS), ficam os problemas de organização e financiamento, com aumento crescente de demanda de pacientes.

A cobertura dos planos de Saúde concentra-se, em grande parte, no Sul e Sudeste do País, estados que contam com mais de 20% da população cobertura pela assistência dos planos privados.

Outra questão que vem sendo muito questionada e debatida são os aumentos dos planos de saúde, sempre muito acima da inflação. Ainda neste ano, a expectativa da ANS é alterar o cálculo de reajuste de mensalidades pagas pelos beneficiários. De acordo com o órgão, a nova fórmula vai estipular o aumento máximo da mensalidade calculando as despesas assistenciais somadas à variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo.

 

Com todas as transformações que estão em andamento na Saúde por conta da movimentação, concentração e atuação dos planos de Saúde os hospitais devem precisam investir em melhorias de gestão e estar preparados para essa mudança. Para isso, a gestão deve ser organizada e atualizada para conseguir realizar a reestruturação necessária para continuar sobrevivendo, crescendo e se tornando cada vez mais relevantes em um mundo em constante concentração e evolução.

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29 de janeiro de 2019 | Atualizado dia 29 de janeiro de 2019


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