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Recursos de apoio à decisão clínica + inteligência artificial: uma solução poderosa para a saúde

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A inteligência artificial veio para ficar no setor de Saúde e gerar impacto e melhoria nos serviços e atendimento ao paciente

Por Wilson Lemes

Como seria se os computadores pudessem prever quais pacientes possuem maior propensão a desenvolver uma doença terminal? E o que o médico e o paciente deveriam fazer ao receberem tal previsão? Isso é obra de ficção científica ou de alguma forma já possível? A resposta é que é possível sim! Com os algoritmos matemáticos ficando cada vez mais precisos tudo nos leva a crer que estaremos chegando em breve a esse nível de atendimento ao paciente.

A inteligência artificial, ou seja, a capacidade das máquinas tomarem decisões e aprenderem padrões, veio para ficar no setor da saúde graças ao impacto que provoca no que diz respeito a melhoraria dos serviços, tanto no atendimento aos pacientes como nos “bastidores” dos hospitais.

A indústria da saúde está inundada com dados que podem alimentar esses modelos computacionais, tornando as descobertas ainda mais precisas. Mas, será que estamos nos aproximando de um tempo em que as máquinas estarão tão confiantes em suas previsões, que nos induzirão a considerar que já temos determinada doença ou que estamos em risco?  Se sim, como?  A resposta é de diversas formas.

As tendências e possibilidades são inúmeras e atingem de maneira geral a todos os profissionais da saúde. Porém, ao ser integrada aos recursos de apoio à decisão clínica, os resultados são ainda melhores. Vamos aos exemplos: No caso do time de enfermagem, a inteligência artificial colabora para detectar os primeiros sinais de possíveis doenças, riscos de infecções, antes que seja tarde demais. Tudo isso monitorando e descobrindo padrões inerentes às centenas de casos que os enfermeiros acompanham.  Esse gerenciamento da saúde pode ser feito também à distância, quando os pacientes já estão se recuperando em casa. A equipe que presta esse serviço consegue personalizar as chamadas, direcionando a conversa com até um milhão de possíveis variações.

Os algoritmos ajudam a identificar, de maneira inteligente, respostas de alto risco, sinalizando inclusive as situações que requerem rápida intervenção. Sem falar que a AI também permite usar a linguagem natural para processar anotações médicas e históricos dos pacientes e ainda combinar todos esses dados não estruturados das anotações no prontuário eletrônico do paciente (PEP) e nos históricos de pacientes mais antigos. Enfim, inúmeras aplicações.

É importante também ter clara a ideia de que a combinação da AI com a expertise e conhecimentos médicos pode reduzir drasticamente as taxas de erro (em até 85%).  Por isso, essa tecnologia tem sido incorporada aos prontuários eletrônicos e também aos recursos de suporte à decisão clínica, aliando informações baseadas em evidências, com experiência clínica e especificidades de cada paciente. Isso eleva a ferramenta a outro patamar: passando de um conteúdo mais consultivo para um recurso de apoio com base em contexto. Avançados guias interativos, já disponíveis no mercado, permitem inserir informações sobre o paciente (como idade, sintomas, exames já realizados e resultados) e, com base em algoritmos dinâmicos, traçar o melhor caminho a ser seguido no diagnóstico e tratamento.

Esse tipo de proposição é extremamente importante na medida em que conhecer outros casos semelhantes ajuda a criar, manter e garantir a adoção de padrões para o tratamento de doenças que apresentam maior variabilidade nos cuidados. Ademais, de certo modo, esclarece pontos de dúvidas dos médicos e faz com que eles, além de aprenderem no momento do atendimento, possam automatizar esse conhecimento, que é o que a inteligência artificial e a aprendizagem por máquinas preconizam.

A ideia não é que a Inteligência Artificial substitua os profissionais da saúde, mas sim os auxilie nas tomadas de decisão. Afinal, a adoção desse tipo de solução não só simplifica o processo de atendimento, como ajuda os médicos a estabelecerem um fluxo de serem mais assertivos.  Existem objetivos e, para atingi-los, temos que confiar no que a tecnologia pode nos oferecer. Acho que há uma visão de longo prazo em que precisamos nos concentrar.

Wilson Lemes é Country Manager LATAM da Wolters Kluwer Helth, formado em Marketing, Negociação, Planejamento de Negócios, Dispositivos Médicos e Desenvolvimento de Negócios. O executivo acumula passagens por empresas como GE Healthcare, Nobel Biocare e O4B Consulting.

Saiba mais:

Atenção primária: por que ela é cada vez mais necessária

Estratégias de gestão de saúde populacional para hospitais

Gerenciamento de processos hospitalares: uma visão horizontal


20 de setembro de 2018 | Atualizado dia 23 de outubro de 2018


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