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5 caminhos para reduzir a variabilidade do cuidado

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Combinar recursos apoiados em consistência e cuidados mais efetivos ao paciente é chave para melhorar este quadro agravante do País

Por Wilson Lemes

A variabilidade do cuidado está diretamente associada à ausência de padrão nos protocolos clínicos, se diferenciando não apenas entre os países, mas entre as regiões, bairros e profissionais, resultando em tratamentos muito heterogêneos. E é fato que este problema onera os recursos e ocasiona uma série de desperdícios. Sem falar que, atualmente, é uma das principais causas de erros médicos evitáveis. Por isso, o maior desafio da medicina neste cenário é fazer um diagnóstico situacional a fim de entender por que pacientes com quadros clínicos semelhantes recebem cuidados tão diferentes.

A combinação de recursos que se apoiam em consistência, padronização, novos conhecimentos e cuidados mais efetivos ao paciente é chave para melhorar este quadro agravante do País. Para isso, é necessário um conjunto de medidas que precisam ser adotadas em todas as clínicas e hospitais por todos os profissionais da saúde.

  1. Alinhamento

Sistemas de informações robustos combinados com análises avançadas podem ajudar na tomada de decisões mais assertivas e na obtenção de melhores resultados clínicos;

  1. Centralização do paciente

Promover a educação em saúde e o diálogo entre pacientes e médicos ajuda a criar níveis elevados de engajamento;

  1. Evidência

A aderência a recomendações e melhores práticas de assistência médica é apontada como protagonista no aprimoramento do processo e resultados na saúde;

  1. Conhecimento

O aprendizado constante e apoiado em conhecimentos médicos baseados em evidência deve ser aplicado em todo o processo de cuidado, estendido para a comunidade científica e até mesmo aos próprios pacientes;

  1. Cultura

A cultura motiva e mobiliza equipes de cuidados prolongados a adotarem uma filosofia centrada no paciente e a firmarem um compromisso inabalável com qualidade, segurança e eficiência.

Nesse sentido, os recursos de apoio à decisão clínica são primordiais para reduzir a variabilidade do cuidado, já que permitem comparar resultados da capacidade de ser acesso às evidências científicas atualizadas de forma simplificada e rápida, contribuindo para a tomada de decisão conforme os protocolos.

Isso minimiza as chances de eventos adversos durante a assistência multidisciplinar, não limitando o profissional a associar conhecimentos adquiridos durante os anos de experiência, proporcionando um atendimento individualizado, tendo em vista que alguma variação na prestação de cuidados é justificável. O objetivo que precisamos alcançar é acabar com a variabilidade injustificável, que expõe os pacientes a receberem cuidados que não precisam (Overtreatment e Overdiagnostic) ou deixar de recebê-los.

Wilson Lemes é Country Manager LATAM da Wolters Kluwer Helth, formado em Marketing, Negociação, Planejamento de Negócios, Dispositivos Médicos e Desenvolvimento de Negócios. O executivo acumula passagens por empresas como GE Healthcare, Nobel Biocare e O4B Consulting.

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1 de novembro de 2018 | Atualizado dia 1 de novembro de 2018


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