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7 estratégias para aumentar a eficiência do gerenciamento de leitos

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Elaborar um bom planejamento para o gerenciamento de leitos pode garantir qualidade na taxa de ocupação hospitalar

Por Priscilla Martins*

Para uma gestão de leitos eficiente a taxa de ocupação hospitalar é um dos indicadores que deve ser otimizado pela instituição. Para tanto, é necessário conhecer os processos para o gerenciamento dos leitos, assim como processos de apoio que irão impactar nesta dinâmica, como rotinas de higienização, desospitalização e previsão de alta. Todas as áreas devem trabalhar de forma integrada visando o cuidado centrado no paciente e a oferta de uma experiência positiva, minimizando os tempos de espera para a internação. 

Processos que são constantemente acompanhados e mensurados podem apresentar oportunidades de melhoria para as instituições conforme seu perfil, número de colaboradores envolvidos nos processos, e quantidades de tarefas à serem realizadas. Por exemplo, em algumas instituições após a limpeza do leito a equipe de rouparia é a responsável por realizar a arrumação do enxoval. A responsabilidade por esse procedimento fica a cargo da equipe de rouparia pois foi verificado que quando esta atividade ficava a cargo da enfermagem o tempo para a liberação do leito era maior do que o tempo atual. 

É preciso ressaltar que não existe orientação padrão para a construção dos processos e determinação de seus agentes. A gestão deve estruturar as condutas conforme o porte da instituição. É importante, contudo, que nesse planejamento participem as equipes envolvidas direta e indiretamente no produto final. Algumas estratégias podem auxiliar as organizações de Saúde a elaborar um gerenciamento eficaz dos leitos como: 

  • Entender o perfil epidemiológico dos pacientes admitidos na instituição e possuir critérios para a liberação de leitos mediante solicitações internas e externas conforme o perfil assistencial. Isso pode garantir que os pacientes sejam totalmente atendidos evitando as transferências externas por falta de recursos.
  • O manejo adequado de enfermarias e apartamentos. Isto significa que as manutenções preventivas e corretivas devem estar em dia e ocorrerem o mais breve possível, evitando interdições prolongadas de leitos devido manutenções. A equipe de manutenção, enfermagem e gestão de leitos devem possuir uma comunicação eficiente das demandas, com um processo bem estruturado para que as solicitações sejam prontamente atendidas Também devem ser avaliadas solicitações para remanejamento de leitos e transferências de pacientes de unidades, para que o perfil dos pacientes de cada unidade esteja adequado às características e demandas das especialidades atendidas.
  • Os processos precisam ser controlados e gerenciados. Além da avaliação dos processos para a sugestão de melhorias, os tempos para cada fase e os indicadores devem ser continuamente acompanhados. As áreas envolvidas devem ser estimuladas e incentivadas de que a execução de um bom trabalho irá promover uma experiência positiva ao paciente. Os indicadores utilizados são: taxa de ocupação hospitalar; giro de leito; tempo médio de higienização; tempo médio para internação; tempo médio entre a alta e a liberação do leito pelo paciente; Taxa de altas realizadas após o horário pré determinado.
  • Estabelecer o horário da alta médica. A alta médica deve ser realizada em horário definido pela instituição, pois esta programação irá auxiliar para que os serviços de apoio estejam preparados para atuar após as altas. Também é importante que neste período de alta, visto como crítico não existam outros processos que possam interferir atrasar ou causar outras demandas para os colaboradores como por exemplo: Horário de fechamento de caixa, horário de recolhimento de lixo; horário de recolhimento de roupa suja; horário de distribuição do enxoval; horário padrão de medicações entre outros.
  • Utilização de protocolos clínicos: de acordo com os casos clínicos gerenciados os protocolos serão aplicados aos pacientes com bases teórico científicas, auxiliando seu manejo clínico.
  • Elaboração de planos terapêuticos individualizados e uso de ferramentas como o DRG poderá auxiliar a equipe no estabelecimento da previsão de alta e as metas terapêuticas multidisciplinares. O plano terapêutico individualizado é de extrema importância para o manejo do paciente, as equipes devem discutir de forma interdisciplinar quais são as metas terapêuticas de cada área conforme a previsão de alta. A previsão de alta é um importante ponto de controle que auxilia a gestão de leitos no provisionamento de leitos, além de auxiliar na mensuração da eficiência do atendimento prestado ao paciente. Esta previsão de alta não é estática, portanto, conforme a evolução do paciente, deve ser revista sempre que necessário e reprogramada. 
  • Utilização de sistemas. Os sistemas integrados auxiliam para o envio on line e on time das informações de status do leito e solicitações realizadas, caso sejam bem trabalhados podem servir como aliados no gerenciamento dos leitos, mas não devem ser exclusivas e substituir em casos de necessidades rondas da equipe de leitos. 

O gerenciamento adequado dos leitos, minimiza o cancelamento de cirurgias, otimiza a ocupação dos leitos, gera melhoria no atendimento aos pacientes e clientes contribuindo para uma experiência positiva, melhora o relacionamento com as operadoras de saúde, contribuindo para uma melhor eficiência operacional. 

*Priscilla Martins é enfermeira, especialista na área assistencial e consultora da GesSaúde. É classificadora de risco pelo protocolo de Manchester; especialista em enfermagem com ênfase em nefrologia e pós graduada em Gerenciamento de projetos.

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5 de novembro de 2019 | Atualizado dia 5 de novembro de 2019


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