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A tempestade perfeita na Saúde está virando furacão

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O amadurecimento da gestão se faz cada vez mais necessário para manter o equilíbrio do negócio e preparar a instituição para as mudanças

Por Roberto Gordilho*

A Saúde está passando por transformações de múltiplas complexidades. Os hospitais já estão sentindo os impactos em toda a mudança do setor: o perfil dos pacientes está mudando, novos modelos de remuneração, telemedicina, fusões e aquisições redesenhando o mapa do setor, verticalização das operadoras, etc. Aliado a isso ainda estamos passando por um cenário econômico de crise financeira, que torna cada vez mais complexa a tarefa de rentabilizar o negócio. Não se trata mais da tempestade perfeita, estamos começando a viver um furacão. Trabalhar processos de gestão, aumentar a maturidade de gestão, é o caminho a ser seguido por quem considera os desafios que estão por vir.

 

Em 2016 criei uma definição para o ambiente que a Saúde estava vivendo. A tempestade perfeita era composta por dois conjuntos de transformações: o externo e o interno.

O conjunto externo era composto por os problemas gerados pela economia e fatores inerentes ao mercado de Saúde:

  • Modelo de remuneração: para as operadoras de Saúde o fee-for-service estava comprometendo o equilíbrio do negócio e muitas empresas já procuravam novas formas de trabalhar a remuneração. Hoje temos uma série de players que estão migrando para o modelos focados na eficiência e valor ao cliente;
  • Modelo de monetização: quando a tempestade perfeita começou a se formar, os hospitais eram remunerados tendo como base o uso de medicamentos, insumos e OPMEs (Órteses, Próteses e Materiais Especiais). O tratamento e cura ainda norteava a gestão, sendo que agora as organizações estão sendo levadas por uma forte onda mercadológica focada em serviços se melhoria de saúde e bem estar para os pacientes;
  • Tabela SUS: a falta de atualização da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) dificultava a operação do negócio e muitos profissionais se queixavam dos valores praticados;
  • Geração Y: uma nova geração de pessoas estava chegando nos cargos de liderança. Esse contingente é caracterizado pela preocupação com o ambiente e a prevalência de fortes valores morais.

No ambiente interno, temos os problemas e desafios que a gestão ainda estava buscando alcançar: 

  • Estrutura organizacional rígida e hierarquizada;
  • Falta de processos claros e bem definidos;
  • Baixa capacitação dos profissionais nas práticas de gestão
  • Ineficiência na operação;
  • Baixo índice utilização das tecnologias de gestão;

E agora estamos passando por mudanças que indicam a chegada de fortes turbulências. E nesse conjunto de transformações podemos listar a verticalização das operadoras; a teleconsulta como última barreira da telemedicina; vez mais a consolidação avançando a grande velocidade; o surgimento de novos players que estão redesenhando a Saúde e criando as grandes redes.

Como sobreviver?

Em primeiro lugar o gestor precisa identificar se esse furacão é uma crise ou oportunidade. Vejo como uma grande oportunidade, pois estas transformações vão gerar nas organizações uma grande demanda por gestores que entregam resultados, afinal os hospitais precisam se transformar e para isso precisam de gestores que conduzam esta transformação.

Para se transformar as organizações precisarão aumentar a Maturidade de Gestão: definir uma estratégia, repensar os processos, alinhar processos e tecnologias de gestão, capacitar e qualificar pessoas, e  estruturar um bom sistema de governança, tudo isso de forma integrada, afinal o processo de gestão é integrado, o que é alterado em uma ponta, terá reflexos imediatos em outra.

A solução da Saúde é gestão. E na forma como as transformações estão surgindo, precisamos de uma gestão profissionalizada. Aproveitar a mudança na tempestade perfeita exige que os gestores invistam em processos de gestão, conheçam a organização em sua plenitude e a partir disso tracem planos e estratégias para tornar a operação mais sólida e concreta, com metas e acompanhamento dos resultados. Amadurecer a gestão é gerir pessoas e recursos. Você, gestor, está preparado para a nova torrente que está surgindo? O que está fazendo para se aprimorar?

* Roberto Gordilho é CEO da GesSaúde, mestrando em Administração e especializado em Sistemas de Informação, Engenharia de Software e Desenvolvimento Web e em Finanças, Contabilidade e Auditoria. Possui cursos de extensão na Kellogg Business School, em Chicago, e na Universidade da California (University of California, UCI).

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12 de setembro de 2019 | Atualizado dia 12 de setembro de 2019


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