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Assistência à saúde e não à doença: novo modelo de operação que está mudando o setor

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Gestores de hospitais e operadoras de Saúde devem compreender que o benefício da prevenção se estende à organização e também ao paciente

Por Priscilla Martins

Tratar doenças e minimizar sintomas são atividades que muitos hospitais em diversos países compreendem que são atenções necessárias, porém, já perceberam a importância da prevenção em saúde, que também serve como forma de captar os clientes em potencial e fidelizá-los ao serviço ou a rede hospitalar. Isso porque o modelo de sistema de assistência preventiva, no qual o paciente é acompanhado e monitorado regularmente, além de ser educado a cuidar da própria saúde, apresenta resultados positivos de forma horizontal: ao detalhar todas as informações do paciente, como histórico médico, familiar, bem como modo de vida, o hospital consegue trabalhar com ações de prevenção a possíveis patologias.

Trata-se de um modelo em que o pronto atendimento demanda menos trabalho visto que os pacientes acessam o serviço por meio de uma rede interdisciplinar e não apenas em situações agudizadas. Esse tipo de acompanhamento de prevenção à saúde concede à instituição maior poder de captação de clientes e se torne referência no atendimento e consequentemente em prevenção. Para se construir um sistema efetivamente de saúde, é necessário que as organizações compreendam os benefícios de prevenir os problemas e garantir a proximidade com o paciente. Nesse sentido, o prontuário eletrônico se torna uma potente ferramenta, desde que os gestores qualifiquem todos os profissionais envolvidos na operação da plataforma. Quanto maior a riqueza de detalhes sobre o perfil do paciente, maior são as chances de oferecer ações de prevenção e até mesmo diagnósticos mais precisos e antecipados.

É uma mudança não apenas gestorial, mas também cultural. Os gestores têm de saber todos os benefícios de orientar o paciente, fornecer centros de referência de prevenção, sem detrimento do tratamento direcionado para doenças já em evolução.E em casos de pacientes já internados, a utilização de planos terapêuticos/alta interdisciplinares poderão ser utilizados como aporte para a acompanhamento deste paciente/cliente nos serviços de promoção e prevenção.

Em questão de negócio, o paciente deve ser encarado como cliente. É dele que parte a primeira avaliação sobre o trabalho da instituição. O cliente tem de ser o centro do negócio em todos os níveis de atenção à saúde .

Com uma base de informações ampla e fidedigna sobre as condições do paciente, e a criação do elo entre paciente e o sistema da organização de Saúde, é possível oferecer ações que promovam a qualidade de saúde com trabalhos de conscientização dos pacientes sobre a necessidade de dietas com qualidade e melhor valor nutricional, mudanças de maus hábitos como o tabagismo, controle para doenças silenciosas como diabetes e hipertensão por exemplo, realização regular de exercícios respeitando as condições de cada cliente. Faz-se necessário então montar núcleos de atenção preventiva, campanhas de conscientização, além de uma série de ações que garantem não apenas que o paciente esteja cada vez mais próximo do hospital, mas que também garantam qualidade de vida e uma assistência eficaz.

De acordo com o Ministério da Saúde, são registrados mais de 300 mil óbitos por ano provocados por problemas cardíacos. E, ainda de acordo com o órgão oficial, parte dessas mortes tem como culpa a necessidade de mudanças de hábitos. Agora, é preciso que os gestores se questionem: o que é mais saudável para o negócio e o paciente, tratar doenças em estágio avançado, oferecendo qualidade de vida reduzida, ou conquistar o cliente e agregá-lo à nova forma de lidar com a saúde?

Priscilla Martins é enfermeira, especialista na área assistencial e consultora da GesSaúde. É classificadora de risco pelo protocolo de Manchester; especialista em enfermagem com ênfase em nefrologia e pós graduada em Gerenciamento de projetos.

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4 de outubro de 2018 | Atualizado dia 15 de outubro de 2018


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