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Benchmarking auxilia gestores a inovar a administração hospitalar

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Análise e comparação de metodologias, processos e tecnologia são essenciais para a melhoria da qualidade do serviço prestado

Por Editorial GeSaúde

A Saúde está em constante transformação, o que faz com que diversas organizações oscilem o desempenho de acordo com a variação do mercado. Comparar e analisar metodologias, processos e medidas que fornecem bons resultados em outras instituições é uma forma de o gestor atualizar a administração do hospital, sempre visando o cliente no foco do negócio. O método do benchmarking não visa copiar estratégias, mas sim comparar procedimentos que levam ao alto desempenho.

Existem dois tipos de benchmarking: interno e externo. No primeiro caso, a comparação é feita entre processos e serviços executados dentro da organização. Já o externo compara as metas de desempenho entre diferentes instituições, que podem ser do mesmo ou de diferentes setores. Por isso, o gestor deve levar em consideração que o cerne do benchmarking é a compreensão dos procedimentos e decisões pelas quais o desempenho do hospital pode ser melhorado. Trata-se, portanto, de uma avaliação comparativa e metrificada.

O benchmarking usa indicadores para classificar os modelos comparativos. No estudo Benchmarking de unidades de saúde: uma visão internacional de iniciativas, apresentado pelo boletim de 2015 do Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), os pesquisadores abordaram 23 projetos internacionais de unidades com diferentes especialidades médicas. Os autores usaram a seguinte classificação: indicadores de estrutura, indicadores de processos e indicadores de resultados. No estudo, 14 projetos apresentaram resultados positivos principalmente em termos de melhoria da prática e adoção de orientações.

Um modelo de troca de informações entre as organizações que gera impactos positivos é a parceria de resultados. Nessa metodologia, as instituições se unem com o objetivo específico de potencializar e alcançar resultados que, individualmente, seriam mais difíceis ou inviáveis. O foco principal é ampliar a maturidade de gestão das organizações envolvidas.

Faturamento

No Sistema Único de Saúde (SUS) as regras e tabelas são pré-estabelecidas. Porém, muitas organizações faturam de forma diferente e, por isso, nem todas conseguem otimizar o processo de faturamento a níveis de excelência. Portanto, o benchmarking auxilia hospitais a melhorar esse processo – mesmo aqueles que já estão com as finanças acima da média do mercado podem deixar de faturar alguns ítens.

No caso da Saúde Suplementar, a metodologia se torna essencial para a gestão, uma vez que as tabelas de preços, tipos de lançamento e regras são maiores e mais complexos que os praticados pelo SUS. Comparar processos e procedimentos mantém financeiro estável e evita ao máximo a perda de faturamento diante da miríade de produtos e serviços ofertados.

Apesar de a ferramenta auxiliar os resultados financeiros, o faturamento não é o objetivo final do benchmarking. Essa metodologia pode ser expandida para todo o hospital. O benchmarking na Saúde é tão importante que, no Nordeste, existe uma premiação para os melhores players do setor, o Benchmark Saúde. O mais importante é o aumento do desempenho de uma organização, que garante não apenas a sobrevivência e inovação do negócio. A comparação entre processos e procedimentos gera, de forma direta, mais segurança ao cliente e mais qualidade para os serviços prestados.

Saiba mais:

Transformação digital: como preparar o hospital para a implantação de novas tecnologias

Canal GesSaúde: vídeos mais acessados em 2018

Gestão Hospitalar: textos mais lidos de 2018

 

 


8 de janeiro de 2019 | Atualizado dia 7 de janeiro de 2019


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