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Conheça 7 medidas de gestão de riscos para aumentar segurança do paciente

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O Dia Mundial da Segurança do Paciente é uma data importante para alertar a necessidade de uma assistência eficaz

Por Priscilla Martins*

É inegável que o tema de qualidade e segurança do paciente é uma prioridade global no cenário de Saúde. Para se ter uma ideia de sua importância, o Ministério da Saúde promoveu a campanha Abril Pelo Paciente Seguro e agora a Organização Mundial de Saúde (OMS) quer promover atividades que demonstrem o engajamento dos serviços de Saúde na segurança do paciente. Além disso, a Assembléia Mundial de Saúde estabeleceu o dia 17 de setembro como o Dia Mundial da Segurança do Paciente. A data mostra que entidades do mundo todo devem se comprometer e reconhecer a segurança do paciente como uma das principais prioridades na Saúde.

A OMS instituiu 6 metas Internacionais de Segurança do Paciente. Mas para atingir essas metas é importante que as organizações de Saúde tenham uma cultura de segurança que possa ser colocada em prática a partir de alguns princípios:

  1. As metas de segurança dos pacientes devem ser prioridade no ambiente de saúde, promovendo melhoria das estruturas e recursos disponíveis;
  2. Instituição de cultura justa para a avaliação dos eventos adversos, com a correta identificação, notificação, resolução das necessidades e promoção da educação continuada dos colaboradores;
  3. Melhoria contínua dos processos, rotinas e procedimentos visando assistência de qualidade e com segurança;
  4. Fazer com que todo o time institucional sinta-se participativo e responsável pela segurança dos pacientes;

As instituições de Saúde precisam reconhecer quais os riscos estão expostos ou que estão submetendo seus pacientes, acompanhantes e colaboradores. É por meio deste reconhecimento que medidas de correção e prevenção podem ser realizadas, com base em identificação, análise e avaliação dos riscos. Os riscos em Saúde existem quando temos somatória da existência do perigo, com a exposição ou interação de um indivíduo ao risco gerando potencial dano à saúde. Gerenciar riscos e minimizar suas consequências é atividade constante não apenas da equipe de qualidade, mas da alta gestão e de todos os colaboradores dos serviços de saúde. 

Para realizar a gestão dos riscos as organizações podem lançar mão de algumas estratégias  importantes:

  • Verificar qual o ambiente em que o risco se aplica: consiste em determinar o meio interno e externo, quais as partes envolvidas, definindo o contexto em que o risco poderá ocorrer;
  • Identificar o risco: Quais são os riscos existentes, suas possíveis causas, e suas consequências;
  • Analisar o Risco: quais são as probabilidades deste risco ocorrer, como este risco poderá ser observado;
  • Avaliar o risco: o risco é tolerável ou aceitável para as situações em que se apresenta e suas possíveis consequências. Verificar quais as atitudes podem ser realizadas em resposta ao risco, para que ele possa ser gerenciado, controlado, minimizado ou até mesmo eliminado;
  • Controlar o risco: colocar em prática as medidas estabelecidas para controle do risco;
  • Monitorar o risco: verifica se as respostas frente às medidas de controle foram as esperadas e como o risco se apresenta com as ações de controle; Podem ser utilizadas várias ferramentas que auxiliem nesta etapa, com análises qualitativas e quantitativas.
  • Comunicação dos riscos: a comunicação é feita para todas as partes interessadas em relação a todas as atividades de gestão de risco realizadas, pode ser realizado através dos resultados de indicadores avaliados, implantação de rotinas e direcionamentos. 

Para que o sistema de gestão de riscos de um serviço de Saúde seja eficiente é necessário o alinhamento entre as atividades de gerenciamento dos perigos e a gestão dos processos que visem sempre a segurança do paciente. A segurança do paciente não deve ser encarada apenas como uma obrigação institucional. Ela reflete a forma como a organização se posiciona na sociedade, a maneira como lida com prestadores de serviços e parceiros, além de ser um indicador importante de maturidade da gestão – uma vez que manter o cuidado centrado no paciente é também uma garantia de ter o paciente no centro do negócio. 

*Priscilla Martins é enfermeira, especialista na área assistencial e consultora da GesSaúde. É classificadora de risco pelo protocolo de Manchester; especialista em enfermagem com ênfase em nefrologia e pós graduada em Gerenciamento de projetos.

Leia também:

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10 de setembro de 2019 | Atualizado dia 10 de setembro de 2019


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