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Engajamento do paciente melhora os resultados nos cuidados com a saúde

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Por Eleonora Sertorio*

Estudos recentes mostram que a ineficácia dos cuidados é um fator de grande preocupação, pois se calcula que menos de 35% do que é feito aos pacientes é realmente benéfico; aproximadamente 10% das ações embora mitiguem os problemas, acabam simultaneamente criando outros; e mais de 50% dos serviços são realizados sem evidências robustas. Mas, por que isso ocorre? O tratamento não foi adequado? O médico fez escolhas erradas? Nada disso. Muitas vezes, os desfechos clínicos não são os esperados e até mesmo surgem complicações no diagnóstico inicial por conta da falta de engajamento do paciente em seu próprio tratamento.

Para se ter uma ideia do que estamos falando, estima-se que a cada 100 prescrições emitidas, apenas entre 50 a 70 delas chegam às farmácias. Além disso, quem nunca se sentiu melhor depois de alguns dias de tratamento e interrompeu por conta própria o ciclo? Ou mesmo mudou o tratamento porque o vizinho tratou a doença de outra forma? Os exemplos são inúmeros e todos estão associados a uma única questão: a falta de informação e o desconhecimento.

É preciso que as escolhas sejam informadas. É preciso que o paciente saiba os impactos que suas decisões terão na mellhora do seu quadro clínico. E as insituições de saúde e os médicos têm um papel importante no que diz respeito ao engajamento do paciente. É claro que isso não é tão simples assim, mesmo porque os próprios profissionais da saúde enfrentam a difícil tarefa de terem de atualizar continuamente os seus conhecimentos, a tal ponto de sentirem-se confiantes até mesmo para mudarem condutas estabelecidas. O conhecimento científico contínuo e em plena evolução, levando ao desenvolvimento de novas drogas, tratamentos e testes de diagnósticos, dificulta que todos saibam das melhores práticas em cada quesito. Manter-se em dia, portanto, com todos os avanços da medicina e aplicar na sua rotina e nos atendimentos as recomendações mais recentes, é um desafio por si só, imagine então repassar isso para alguém leigo no assunto. 

Mas tendo estas respostas em mãos é possível que o entendimento do paciente sobre aquilo que lhe ocorre também mude, ele passe a ter uma percepção maior do que acontece em seu organismo e aceite melhor o tratamento. Sem falar que muitas vezes o paciente até vai buscar informações, mas acaba indo na fonte errada. Qualquer site na internet vira referência e aí o perigo aumenta.

 As melhores ferramentas para ajudar no engajamento do paciente são, sem dúvida, os recursos de suporte à decisão clínica e medicamentosa. Essa tecnologia, que passa a ser incorporada no fluxo de trabalho, permite aos médicos tomarem decisões com informações baseadas em evidências relacionadas a diagnósticos, recomendações de tratamento ou prescrição de medicamentos. Ela garante rápido acesso a informações precisas, quando os médicos mais precisam de esclarecimentos – que é durante o atendimento ao paciente. E, de quebra, eles conseguem orientar melhor, esclarecer mais. Alguns recursos avançados possuem ainda sessões exclusivas para os pacientes. Com dados totalmente atualizados, confiáveis, baseados em pesquisas e em uma linguagem bem acessível e fácil de ser absorvida.

 Em suma, os recursos de suporte à decisão clínica, além de ajudar a embasar as escolhas dos médicos e pacientes, aumentam as chances delas serem as mais adequadas e bem sucedidas, tanto do ponto de vista da saúde do paciente, como também para a instituição. Educar, esclarecer e informar são ações simples que podem ser feitas pelos profissionais da saúde na busca desse engajamento e da tão almejada efetividade clínica.

 Eleonora Sertorio é gerente de Marketing da Wolters Kluwer Health


8 de julho de 2019 | Atualizado dia 3 de julho de 2019


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