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Gerenciamento de processos hospitalares: uma visão horizontal

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Metodologia impacta diretamente nos resultados porque permite que a organização conheça o encadeamento das suas operações

Por Fabiana Freitas

Desconhecer processos é uma falha que acomete muitas organizações de Saúde e que pode levar a decadência do negócio. A falta de padronização de processos se reflete em sintomas que toda e qualquer empresa de Saúde procura evitar: redução do nível de segurança do paciente, baixa qualidade nos serviços, aumento de reclamações de clientes, retrabalho entre setores, perda de timing para tomada de decisões, aumento de custos, etc. – o que é provocado pela falta de sincronização das operações e consequente perda de eficiência.

Para ter uma gestão efetiva da execução das operações é fundamental ter uma visão por processos. Isso implica em uma mudança do modelo mental da instituição e um engajamento de todos que estão envolvidos com o hospital, dos gestores estratégicos, equipe tática à equipe operacional. Os processos devem ser mapeados e desenhados com uma perspectiva horizontal, de forma a representar a operação contínua e com fluidez (ponta a ponta), as barreiras departamentais devem ser quebradas, e o paciente, que prefiro chamar de cliente ( pois hoje as pessoas têm expectativas maiores que a cura, buscam segurança, qualidade, humanização, respostas, etc.)  deve ser colocado no centro da definição dos processos.

A gestão por processos se reflete em atendimento seguro e de qualidade para o Cliente, caminho do paciente, ao mesmo tempo que garante o faturamento, o pagamento por parte das operadoras e a redução do ciclo financeiro, o caminho do dinheiro. Por isso, a melhoria e aumento da eficiência dos processos deve ser preocupação constante do gestor hospitalar.

E a pergunta que fica é: o que fazer para implementar o gerenciamento de processos? É possível buscar a solução dentro da própria organização: a instituição pode implantar uma gestão orientada a processos, passando pelas etapas de planejamento, análise, desenho, implementação, monitoramento e por fim o refinamento – o cíclo do BPM (Business Process Management, ou Gerenciamento de Processos de Negócio). Há ainda consultorias especializadas no tema e focados em auxiliar gestores a atingir o nível de gerenciamento eficaz dos processos. Mas, para dar certo, é preciso haver vontade, mudança de cultura e engajamento. Ou seja, o gerenciamento de processos também depende de pessoas.

Fabiana Freitas é sócia da GesSaúde. Administradora, também é especialista em gerenciamento de processos com foco em BPM e modelagem por BPMN. Possui especialização em desenvolvimento e gerenciamento integrado, bem como logística empresarial

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13 de setembro de 2018 | Atualizado dia 16 de outubro de 2018


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