Voltar

Governança corporativa e a relevância do conselho fiscal para o hospital

Junte-se a mais de 15.000 profissionais de gestão da saúde.

Assine nossa lista e receba conteúdos com prioridade


Na era da transformação digital e em meio ao cenário turbulento da Saúde nacional, grupo tem como principal função fiscalizar todas as atividades gerenciais da organização

por editorial GesSaúde

A governança corporativa se consolidou como prática administrativa há 25 anos, a partir de 1992, com a publicação na Inglaterra do Relatório Cadbury, considerado o primeiro código de boas práticas sobre o assunto. Em meio a era da transformação digital e ao cenário turbulento da Saúde no Brasil, a metodologia continua atual, mas precisa se reinventar para responder aos anseios das organizações de Saúde.

Essa metodologia é dividida em cinco níveis, que indicam quão madura é a gestão da organização.

Leia mais sobre o tema no texto Os cinco níveis de maturidade da governança corporativa.

No primeiro – conhecido como iniciado – , é imprescindível a presença de um conselho de administração; no segundo – o expandido -, faz-se necessária a instituição do conselho fiscal.

Esse grupo tem como função fiscalizar o trabalho dos administradores e do próprio conselho de administração, além de emitir pareceres sobre demonstrações financeiras, alterações de capital e outras atividades gerenciais. O grupo deve se reunir com uma periodicidade definida em uma agenda anual e ter autonomia orçamentária. Ele é composto por profissionais multidisciplinares, que são remunerados a partir de uma política clara e, preferencialmente, não-variável. Sócios controladores e não-controladores devem indicar  os nomes dos conselheiros, que serão selecionados, posteriormente, em uma eleição.

Consiste em uma poderosa ferramenta para boas práticas de governança corporativa no hospital. É responsável pela fiscalização contábil e financeira, ajudando a planejar melhor os recursos disponíveis, otimizar os custos e até mesmo evitar fraudes que prejudiquem o desempenho da organização – como, por exemplo, o desvio de recursos da instituição através de contratos fraudulentos, que não tenham comprovação de serviços prestados. Conheça as competências do órgão no hospital:

  • Fiscalizar e verificar o atendimento das obrigações legais e estatutárias por parte da administração da sociedade. Isso se dá por meio do acompanhamento da estrutura de capital e o endividamento de curto e longo prazos, unindo informações que serão comparadas com concorrentes no mercado.
  • Acompanhar a execução dos orçamentos de operação e manutenção e de investimentos, inclusive com possibilidade de pedido judicial caso as informações não sejam liberadas.
  • Garantir que os resultados produzidos pelo hospital estejam de acordo com o estabelecido pelo estatuto social, evitando, por exemplo, contratações em condições de favorecimento. Neste ponto deve ficar atento também à gestão de pessoas, acompanhando, por exemplo, o número de reclamações trabalhistas.
  • Elaborar medidas para evitar autuações e penalidades.
  • Decidir sobre investimentos e gerenciamento de riscos.

Como o conselho fiscal está focado diretamente no controle dos atos internos da companhia, deve avaliar ações da administração executiva e reprová-las quando necessário. Para tanto, é crucial haver independência de seu trabalho. Tanto o executivo quanto o board e o próprio conselho de administração devem estar abertos para essas interferências, que visam a melhorar o trabalho da instituição como um todo e elevar seus resultados.

Para opinar sobre os atos e possíveis tomadas de decisões, o conselho fiscal tem de ter acesso às documentações e relatórios, com foco em identificar potenciais riscos, avaliar decisões de negócios e de parcerias. Para os acionistas ou sócios, o conselho fiscal é a garantia de que a organização é gerida de forma clara e competente em relação aos seus números e procedimentos contábeis e fiscais. Para cumprir com o seu papel, tem de conhecer as propostas de orçamento e capital. O report é feito diretamente aos acionistas.  Sua composição deve ser renovada periodicamente, conforme código de conduta.

O caráter independente do conselho fiscal agrega confiabilidade à administração e à marca do hospital, o que se reflete em melhores negociações com potenciais credores e adiciona pontos em processos de negociação ou renegociação de contratos e valores.

Saiba mais:

Hospital: conheça os efeitos colaterais da falta de governança corporativa

Governança corporativa e transformação digital: aonde vamos?

Governança corporativa: como aculturar o hospital?

Foto: Pixabay


8 de fevereiro de 2018 | Atualizado dia 16 de outubro de 2018


ÚLTIMAS POSTAGENS

Gestão da Saúde

Remuneração por valor: maior segurança para o paciente e para o negócio

Especialista explica como as organizações de Saúde podem se beneficiar de novos modelos de remuneração Por Editorial GesSaúde Os custos…Leia mais.

Gestão da Saúde

Programa Formação de Gestores da Saúde vai contribuir para alavancar a carreira dos gestores da Saúde

A gestão da Saúde está passando por grandes transformações e os profissionais mais preparados vão aproveitar as novas oportunidades de…Leia mais.

Gestão da Saúde

Roberto Gordilho lança Formação de Gestores da Saúde para transformar excelentes técnicos em gestores extraordinários

A gestão da Saúde está passando por transformações e os profissionais mais preparados vão ter as melhores oportunidades de carreira…Leia mais.

Cadastre-se para ter acesso a conteúdos exclusivos