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Mudanças comportamentais ajudam a reduzir a variabilidade no cuidado

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Por Marcelo Lancerotti*

No Brasil, existe uma iniciativa instituída pela Resolução Normativa n° 440 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) chamada “Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde”, que objetiva incentivar as operadoras de planos de saúde a desenvolverem redes de atenção ou linhas de cuidado em atenção primária à saúde do paciente, com o intuito de oferecer um serviço mais eficiente para os beneficiários, como por exemplo, reduzir as idas desnecessárias em unidades de emergência. No entanto, existem outras iniciativas focadas em ajudar a impulsionar as mudanças de comportamento, de modo a colaborar na redução da variabilidade no cuidado:

1 Facilitar a adoção de novas abordagens no cuidado

Abraçar novas abordagens de cuidado é difícil em ambientes de alta pressão. Estamos falando de profissionais com elevadas cargas de trabalho e responsabilidades tremendas. Além disso, em situações críticas e de alta periculosidade e conflitantes, muitos preferem confiar em abordagens já bem estabelecidas e incansavelmente repetidas por acreditarem serem clinicamente mais efetivas. Ou seja, ignoram totalmente a possibilidade de estarem obsoletas e descontinuadas. 

Contudo, investimentos em processos seguros e em recursos que visam à qualidade no cuidado, têm se mostrado uma excelente oportunidade para a garantia da sustentabilidade do sistema de saúde. É preciso vencer barreiras e incentivar os provedores de assistência médica a elevar consistentemente o padrão geral de atendimento em todos os pontos de contato do paciente.

 

2 Reforce os cuidados baseados em evidências

Os profissionais de saúde não praticam muitas vezes padrões e métodos de cuidado contemporâneos. Além disso, eles têm cada vez menos tempo para navegar pelas mais recentes evidências médicas. Com o avanço tecnológico e da medicina, tudo muda, todos os dias. Algumas alternativas surgem e outras são descartadas, o que impossibilita a padronização do cuidado. Por outro lado, faz parte do comprometimento e ética com a profissão, oferecer atendimento de qualidade aos pacientes. Mas, acompanhar o volume gigantesco da literatura médica nova e complexa é bastante complicado. Desta forma, um profissional da saúde está sempre correndo o risco de tomar decisões com base no conhecimento existente e que pode estar desatualizado. O ponto principal é: e se você pudesse reforçar o cuidado baseado em evidências?

3 Alinhar as equipes de atendimento por meio de um manual que unifique os cuidados 

Processos, abordagens e soluções de cuidados desconectadas e isoladas dificultam a unificação dos procedimentos entre todos os seus provedores e pacientes. E a consolidação da assistência médica está ampliando o problema. Como resultado de uma fusão ou aquisição, as instituições de saúde herdam e/ou são obrigadas a absorverem processos e soluções desconexas, gerando ineficiência e inconsistência.  Nesse caso, a pergunta é: e se você pudesse alinhar as partes envolvidas no cuidado com uma base de conhecimento comum? Isso se chama também harmonização do conteúdo. 

Em suma, evidências e harmonização de conteúdo ajudam na equação: comportamento x variabilidade do cuidado. Ou seja, garantir que o mesmo conteúdo seja acessado tanto por todos os provedores envolvidos nos cuidados, como por pacientes. Estamos falando de uma transição do que é feito atualmente, quando o atendimento é realizado separadamente em hospitais, clínicas, farmácias, e o os médicos estão no centro desse universo, para um estágio mais avançado e principalmente mais efetivo, com os pacientes nos holofotes. E o que é melhor, recebendo um cuidado coordenado, consistente e que não sofre variações independente do provedor, local de atendimento, país, entre outros pontos. 

Marcelo Lancerotti é Country Manager da Wolters Kluwer Health no Brasil, especialista em fornecimento de informações para profissionais e estudantes da área da saúde


4 de novembro de 2019 | Atualizado dia 31 de outubro de 2019


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