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Por que fazemos as mesmas coisas sempre e por que não aceitamos as mudanças!

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Gestão de Pessoas com maturidade de lideranças pode melhorar o rendimento das equipes em uma organização de Saúde

Por Anderson Guimarães de Freitas

Todos nós sempre falamos que precisamos mudar, fazer diferente, criar, inovar, desenvolver novas idéias e aperfeiçoar. Mas o que acontece conosco diariamente por não colocarmos em prática essas nossas mudanças? Quero fazer uma reflexão com todos para que possamos alinhar uma estratégia de ampliar nossos horizontes em nosso campo profissional.

Muitas das vezes ouvimos falar que muitos estão na zona de conforto, que tudo foi falado e que ninguém nos ouve, que mudar dá trabalho, pensar cansa e que vamos levar assim, está bom para mim, porque eu vou mexer naquilo que está certo, ou até mesmo, em time que está ganhando não se mexe nos jogadores, e assim por diante.

Na minha interpretação, essas frases estão totalmente, erradas… podemos até considerar que isso é um absurdo, mas infelizmente dia após dia encontramos isso quando andamos dentro das instituições por esse grande País.

A responsabilidade do rendimento de uma equipe é do líder e gestor. Fot: Pixabay

Precisamos sim criar, construir, pensar e inovar e não deixar para outros fazer isso para nós. Sabemos que é difícil desenvolver algo, ainda mais por encontrarmos resistências, hierarquia e inseguranças de nos manter dentro das empresas. O que definitivamente precisamos é parar com esses receios e avançar, e isso só será possível se a iniciativa partir de você e não do seu colega de trabalho.

Infelizmente quem não se inova, tecnicamente vai ficando para traz, vejam as indústrias de informática, celulares, smartphones, elas têm linhas de produção automatizadas, se não mudarmos, é isso que nos tornaremos, uma linha de produção repetitiva, onde com o tempo nos tornamos obsoletos, sem motivação, fadados ao nosso conformismo e passamos a aceitar as situações deixando as oportunidades passarem na nossa frente.

Porém, nesse artigo não quero propor uma rebelião entre as pessoas, apenas que reflitam do por que não fazemos diferente. Todos sabem das dificuldades, da falta de apoio, muitas vezes, da falta de sensibilidade de ouvir e de compartilhar. Precisamos sim, pensar diferente, propor inovação, sugestões e fazer com que as pessoas ao nosso redor nos ouçam, para que possamos defender aquilo que estamos dispostos a fazer.

Fazer algo inovador é cansativo, gera frustrações, reclamações e stress, mas não podemos jamais desistir, fazer nossas exposições não é tão simples, mas se temos certeza, dados e fatos, por que não apresentar?

Em muitas oportunidades podemos compartilhar com a equipe, com nossos pares e superiores algo que seja realmente interessante, pois nas condições que temos hoje dentro do nosso ambiente de trabalho, precisamos ser competitivos de uma forma positiva e construtiva, além do mais, fazer diferente gera satisfação, motivação, engajamento, melhor aproveitamento do tempo, processos e rotinas.

Precisamos ir adiante no que tange a sofrer pelas mudanças, hoje necessariamente o mercado busca cada vez mais customização, racionalização, otimização e resultados. É garantido que quem sair da inércia, será inovador. É importante ter maturidade profissional para quebrar os paradigmas e encarar a sua exposição dentro da organização, mostrando ao seus pares que o que está sendo proposto é uma mudança inicial benéfica e de resultado para todos.

Desconstruir é basicamente fácil, e construir realmente é penoso.  É preciso mais uma vez retirar esses rótulos e encarar os desafios, entendendo que nós também somos responsáveis pelo alcance do melhor resultado. Não devemos ter medo de ouvir o “não”, temos que superar a desmotivação e os fantasmas corporativos.

Ouvir o “não” nos traz algo negativo, mas não podemos jamais interpretar que um “não” nas nossas vidas, queira dizer que não somos capazes de inovar, criar e renovar.

Precisamos sim, estar conectados para aproveitar as oportunidades de uma forma que nos fará bem, nos motivará a continuar as nossas árduas lutas diárias. Devemos eliminar os por menores e fazer uma higienização cerebral, procurando novos caminhos, saindo daquela condição e tirando essa figura enraizada de que não somo capazes de nos renovar a cada dia de nossas vidas. Isso vale tanto para o lado profissional como para o pessoal, por que insistir naquilo que não te agrega nada, gera descontentamento e depressões funcionais,  e em muitas das ocasiões te faz se sentir submisso, o que o torna constrangedor e desagradável.

É necessário que nos libertemos daquilo que nos faz mal. Líderes e gestores, a responsabilidade de uma equipe de baixo rendimento não é dela e sim de vocês. Sempre podemos observar gestores despreparados com situações adversas, não chamando a responsabilidade para si, e neste momento passam as inconformidades como sendo de responsabilidade da equipe, e na verdade sabemos que o baixo resultado e não entrega daquilo que foi demandando é do gestor.

Cada vez mais as equipes devem ser valorizadas por seus líderes e gestores, e que estes não sejam os primeiros a atirar a pedra, devem passar confiança a todos que estão junto a eles na gestão.

A Maturidade na liderança deve partir desde o princípio, é imprescindível que nas novas atividades coletivas, esteja sempre presente a palavrinha “Nós” e não o “EU”.

O time que formamos deve ser destacado, precisamos apoiar e dar oportunidade a todos, fazer com que aqueles que fazem parte do time, cresçam, dê resultado e sejam realizados profissionalmente. Veja o exemplo de uma planta: “Ela somente dará o seu fruto se for bem regada”.

Nós líderes precisamos ter maturidade para que a equipe cresça e consequentemente nós cresceremos, sem medo de “sombras” e sabendo que lá na frente você foi uma pessoa que deu oportunidade para outros.

Anderson Guimarães de Freitas é Consultor Associado da GesSaúde, Pós- Graduado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie  com Especialização em Finanças Empresariais, Administrador Hospitalar pela São Camilo, possui experiência em Governança Financeira, controladoria, gestão de custos e do Ciclo da Receita Operacional, atuou como Docente na Faculdades Metropolitana Unidas “FMU” -SP, nos Curso de Gestão Hospitalar e Recursos Humanos,  possui mais de 25 anos de experiência nas áreas de finanças, planejamento e gestão, sendo 18 na área da Saúde.”

Foto: Pixabay

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16 de agosto de 2018 | Atualizado dia 16 de outubro de 2018


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