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Process Mining como ferramenta para aumentar a eficiência dos processos

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Médico e docente explica como a metodologia de mineração de processos pode melhorar a gestão na Saúde

Por Editorial GesSaúde

A gestão da Saúde enfrenta diversos desafios durante a operação do negócio, principalmente na análise e gerenciamento dos processos. Obter modelos de administração moderna garante não apenas a sustentabilidade da instituição, mas também resultados mais eficazes para os clientes. O process mining é uma metodologia que vem ganhando atenção de gestores focados em reduzir custos, sintetizar fluxos e gerar mais valor para a organização de Saúde. Esse e outros benefícios do process mining são detalhados pelo professor de gastroenterologia do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), o médico Thiago Henrique Fernandes de Carvalho. Ele também é supervisor do Programa de Residência em Clínica Médica e membro da equipe de gestão acadêmica hospitalar do Unipê

GesSaúde – Qual a importância para o gestor da Saúde em conhecer e aplicar o process mining na organização?

Doutor Thiago Henrique – Inicialmente, para falarmos do que é process mining, deveremos compreender o contexto em que a gestão por processos em serviços de Saúde se encontra. A despeito de ser uma das pedras fundamentais na construção da sustentabilidade de qualquer organização, principalmente as hospitalares, esse modelo gerencial se depara diariamente com grandes desafios. Dentre eles o grande acúmulo de dados, que são originados a partir de sistemas informatizados oriundos de diversos processos, e qual a maneira ideal de aplicá-los em decisões gerenciais; deste panorama emerge o que chamamos de mineração de processos (process mining), uma técnica que permite que, a partir destas informações, realizamos inferências e esclarecimentos sobre os aspectos do seu funcionamento prático, de tal forma que nos distancie de métodos empíricos que nem sempre correspondem à realidade de determinada operação. Essa metodologia permite que o gestor de Saúde lance mão dos registros históricos armazenados para identificar, de forma real, determinado “nó” ou dificuldade, o que tem como consequência uma melhor fundamentação e consistência das suas decisões. De tal maneira, evita a utilização dos métodos “atuais”, que para analisar determinado processo recorre a entrevistas e longas reuniões que geralmente fornecem conclusões apenas subjetivas.

GesSaúde – Poderia citar alguns dados essenciais para a melhoria da gestão de processos captados pelo process mining?

Doutor Thiago Henrique – Na realidade, quando se trata de organizações de Saúde, seguramente os exemplos são ilimitados e vão desde dados demográficos, sazonalidade, perfis dos profissionais que admitem determinados grupos de pacientes, eventos adversos, tempo de permanência hospitalar, taxa de ocupação de leitos, etc. O que o process mining nos possibilita, primordialmente, é uma análise de forma objetiva da inter-relação destes com determinados processos, que nos leva muito além das simples análises de desfechos.

GesSaúde – Quais são os impactos do process mining na gestão dos processos e como os resultados são percebidos pela organização?

Doutor Thiago Henrique – Primordialmente, o process mining nos embasa para que possamos descartar etapas desnecessárias em determinados processos, assim como a diminuição do seu tempo ao eliminar certos gargalos, o que resulta inevitavelmente em uma redução de custos e otimização da duração dos mesmos, além de padronizar formas de trabalho determinando fluxos mais eficazes e seguros ao paciente. O que é, invariavelmente, muito bem visto por qualquer gestão.

GesSaúde – Quais seriam os principais processos dentro da operação de uma organização de Saúde que a mineração poderia contribuir para gerar aumento da segurança para o paciente e melhoria nos serviços prestados?

Doutor Thiago Henrique – Admissão de pacientes em geral, seja em leitos de enfermarias clínicas ou os que se submeterão a intervenção cirúrgica; realizações de exames complementares de baixa, média e alta complexidade; administração de medicamentos, sejam eles rotineiros, como analgésicos, ou de alta complexidade, como quimioterápicos e imunobiológicos; gerenciamento de leitos; entre outros.

GesSaúde – Qual o papel da tecnologia na aplicação da metodologia de process mining?

Doutor Thiago Henrique – Existe uma enorme riqueza de dados nos sistemas de informação hospitalares e corporativos em geral, resultante dos avanços técnico-científicos na área de gerenciamentos de dados. Ou seja, o uso de determinadas aplicações tecnológicas potencializa a capacidade de explorar certas informações, identificando fluxos e variáveis que apontem gargalos ou janelas de oportunidades para melhorias.

Leia também:

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30 de julho de 2019 | Atualizado dia 30 de julho de 2019


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